BRASÃO OFICIAL SANTUÁRIO SANTA TEREZINHA

Rumo aos 100 anos de canonização de Santa Terezinha

10 anos de canonização de São Luiz e Santa Zélia Martin

2025

BRASÃO EXPLICAÇÃO HERALDICA

Em 03 de outubro de 1933, inaugurou-se a primeira capela dedicada a Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face por ocasião da visita do 1o. Bispo de Jacarezinho, Dom Fernando Taddei. Em 1933 iniciaram os registros de sacramentos realizados por Mons. João Belchior pároco de Cambará que atendia Bandeirantes. A paróquia foi criada em março de 1939 por decreto de Dom Fernando Taddei, que empossou como primeiro pároco o Pe. Manuel Pacheco. Em dezembro de 1940 foi lançada a pedra fundamental da construção da Igreja. Em 16 de janeiro de 1951 a construção estava pronta. Hoje, 80 anos depois, tendo em vista a celebração do Jubileu de 60 anos de consagração de Bandeirantes ao Sagrado Coração de Jesus e os 25 anos da proclamação de Santa Terezinha como Doutora da Igreja no ano de 2022; 150 anos de nascimento de Terezinha em 02 de janeiro de 2023; 125 anos da morte de Terezinha em 30 de setembro de 2022; 100 anos de beatificação em 29 de abril de 2023; 100 anos de canonização em 17 de maio de 2025; 200 anos do nascimento de São Luiz Martin em 22 de agosto de 2023; 130 anos da morte de São Luiz em 29 de julho de 2024; 190 anos de nascimento de Santa Zélia em 23 de dezembro de 2021; 145 anos de falecimento de Santa Zélia em 28 de agosto de 2022; achamos por bem confeccionar um brasão. A tradição heráldica ensina que o brasão trata-se de uma insígnia de determinada pessoa, família ou instituição. Assim sendo, o brasão paroquial trata-se de um símbolo gráfico-visual que representa oficialmente a Paróquia Santuário Santa Terezinha do Menino Jesus. A criação do brasão ficou a cargo do designer Allyson, idealizado pelos padres, e amparada pelas regras da Heráldica Eclesiástica – que estabelece as diretrizes para a confecção do distintivo. Deste modo, os símbolos que o compõe revelam as características de nossa comunidade paroquial e a sua função.

A Cruz Processional sustenta o brasão de alto a baixo, mostrando que a cruz vai à nossa frente, qual estaca fincada para a nossa Salvação. A maior prova de amor que recebemos do Senhor, foi Sua própria vida para remissão dos pecados de toda a humanidade. Rejeitar a Cruz de Cristo é o mesmo que rejeitar o símbolo da Redenção e da esperança dos cristãos. Foi através dela que, recebemos a vitória sobre a morte e a certeza da vida eterna. (Lc 14,27 –“E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo”.) Contém cinco pedras vermelhas em razão das cinco chagas de Nosso Senhor que Terezinha também configurou em sua doença. Terezinha do Menino Jesus sempre que encontrava uma cruz lançava pétalas de flores num gesto de adoração ao mistério da Paixão do Senhor. A cruz do brasão lembra a cruz que o Papa Bento XVI usava em algumas celebrações, já que, Sua Santidade foi quem deu a benção apostólica para elevação da então Paróquia à Santuário. A cor jalde (ouro) lembra a realeza de Jesus.

O escudo dividido por uma cruz na cor jalde (ouro) recorda que o centro da fé cristã é a Paixão, Morte e Ressurreição e que jorra do Crucificado o sangue a água, sacramentos da nossa união definitiva com Deus e a Paróquia é chamada ser sacramento de salvação na cidade de Bandeirantes. A sacramentalidade da Igreja é a garantia de sua origem vinculada a Jesus Cristo, manifestando, simultaneamente, sua dimensão teleológica e a especificidade da salvação operada por Deus nela, por meio do único Salvador. A centralidade cristológica do Santuário de Santa Terezinha está na cruz. A família Martin onde nasceu e cresceu Santa Terezinha foi profundamente marcada pela Cruz, os Santos Zélia e Luís Martin, seus pais, sofreram na doença e na provação, souberam carregar a cruz de discípulos. Eles tornaram as dores e as tribulações um caminho de santidade. As sete dores que marcaram a família de Santa Teresinha do Menino Jesus, uma família cravada na cruz de Cristo:  1. Extrema exigência: Luís e Zélia eram filhos de pais militares, cristãos com uma fé viva. Entretanto, Zélia foi criada com muita rudeza, autoritarismo e exigência. Dizem que a sua mãe era uma mulher de muito mau caráter. Por isso, em uma das suas cartas, a santa afirmou que a sua infância e juventude foram tristes “como um sudário” e que sua mãe “era muito severa; era muito boa, mas não sabia dar-me carinho, então eu sofri muito”. 2. Recusados para a vida religiosa: Zélia estudou no colégio interno das religiosas da Adoração perpétua e Luís com os Irmãos das Escolas Cristãs (La Salle). Durante sua juventude e antes de se conhecerem, Maria Zélia queria levar uma vida religiosa no mosteiro das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, enquanto Luís Martin sentia o mesmo desejo de dedicar sua vida a Deus e foi para o mosteiro do Grande São Bernardo. Mas nenhum dos dois foi aceito. Luís trabalhou como relojoeiro e Zélia se tornou uma famosa empresária com o “ponto de Alençon”, uma famosa renda da época. Em uma ocasião, ambos atravessaram a rua e Zélia ficou impressionada ao ver um jovem de fisionomia nobre, semblante reservado e boas maneiras. Ela sentiu uma voz dizendo: “Este é o homem predestinado para você”. Eles se conheceram, começaram a namorar e três meses depois de seu primeiro encontro se casaram. 3. A perda dos filhos: Luís e Zélia tiveram nove filhos, mas sofreram a morte prematura de quatro. 4. Câncer: Aos 45 anos, Zélia descobriu que tinha um tumor no seio e viveu a sua doença com muita esperança cristã até sua morte em 1877. Após a morte de sua esposa, Luís se viu sozinho para seguir cuidando da sua família. Mudou-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia; deste modo, a tia Celina pôde cuidar das filhas. Alguns anos depois, as cinco se tornaram religiosas, quatro no Carmelo e uma na Visitação. 5. Holocausto para Deus: Luís tinha uma doença que estava o prejudicando ao ponto de perder as suas faculdades mentais. Foi internado no sanatório do Bom Salvador em Caen. Às vezes, tinha momentos de alívio e se ofereceu como vítima de holocausto a Deus. Faleceu em julho de 1894. 6. Caminho de solidão: Santa Teresinha sofreu muito com a morte da sua mãe e escolheu a sua irmã Paulina como a sua segunda mãe. Depois, Paulina entrou no Carmelo e a pequena Teresa ficou gravemente doente com sintomas de regressão infantil, alucinações e até anorexia. Em 13 de maio de 1883, depois de vários novenários de Missas e orações, uma imagem da Virgem Maria sorriu para Teresa e ela imediatamente ficou curada. A santa também sofreu pela doença de seu amado pai, que a chamava de “sua pequena rainha”. 7. Firmes diante das adversidades: Em seu livro “História de uma Alma”, Santa Teresinha escreveu o seguinte sobre seus pais: “Tenho a felicidade de pertencer a pais inigualáveis que nos cercaram dos mesmos cuidados e do mesmo carinho… Sem dúvida, Jesus, em seu amor, quis fazer-me conhecer a mãe incomparável que me dera, mas que sua mão divina tinha pressa de coroar no céu… Minhas primeiras recordações estão repletas dos mais ternos sorrisos e carícias… Eu amava muito papai e mamãe, e lhes demonstrava meu carinho de mil maneiras”…“Nosso Pai querido beberia na mais amarga e mais humilhante de todas as taças… Em 29 de julho do ano passado, rompendo os laços do seu incomparável servo e chamando-o para a recompensa eterna”

O fundo do escudo é composto das cores azul, vermelho e verde floresta.

No campo da esquerda, em blau (azul), recorda a cor do manto de Nossa Senhora do Sorriso: é a tonalidade do céu, por isso recorda a transcendência, o mistério, o divino e também a humanidade do Filho de Deus. Santa Terezinha recebeu em 13 de maio de 1883 a cura da depressão através da intercessão de Nossa Senhora do Sorriso, por isso encimado ao fundo em blau temos a flor de lis em argento (branco) que representa a devoção a esse título mariano. Recordando que Maria nos aponta o caminho para o perfeito seguimento a Jesus.

No campo da direita, em goles (vermelho), representa o Sangue de Cristo e o fogo do Espírito Santo, padroeiro da cidade natal de Dom Antonio Braz – Itápolis-SP, bispo diocesano atual; o sofrimento da doença de Santa Zélia, São Luis e Santa Terezinha, lembra-nos também o amor que Terezinha descobriu “No coração da Igreja serei o amor”. Sobre o fundo vermelho, fulgura a Palavra de Deus que alimenta e sustenta as famílias através da leitura orante da Bílbia. Remete também ao título de Doutora da Igreja, doutora na ciência do amor. Recordando o novo caminho espiritual inaugurado pela Santa de Lisieux, o Santo Padre João Paulo II no dia 19 de outubro de 1997 sublinhou que esta via “não é a dos grandes empreendimentos reservados a um pequeno número mas, ao contrário, uma via ao alcance de todos, a ‘pequena via’, caminho da confiança e do abandono total de si mesma à graça do Senhor. Não se trata de uma via a ser banalizada, como se fosse menos exigente. Na realidade ela é exigente, como o é sempre o Evangelho. Mas é uma via impregnada do sentido do abandono confiante à misericórdia divina, que torna suave até mesmo o mais rigoroso empenho espiritual”. No livro contém alfa e ômega como citado em Isaías 44,6 “Eu sou o primeiro e o último, além de mim não há outro Deus” e Apocalipse 1,8 “Eu sou o Alfa e o Ómega, diz o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que é, que era e que há de vir”.

Nos dois campos abaixo o verde é a cor da esperança, da força e da longevidade. Na época do desbravamento do Norte do Paraná, por volta de 1918, Juvenal Mesquita, dono de uma extensa gleba de terras, convidou seu sobrinho o jovem Eurípedes Mesquita Rodrigues para abrir o “sertão”. Mesmo sabendo dos riscos, seu espírito aventureiro falou mais alto e, ao partir, recebeu de sua mãe uma pequena medalha de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, por isso, o verde floresta nos levam no início de tudo. A cor verde é celebrada pelos cristãos nos monumentos religiosos simbolizando a virtude e aqui lembra-nos as virtudes de São Luiz Martin, Santa Zélia Martin e Santa Terezinha, a família virtuosa. É a cor da juventude do mundo, e a padroeira desse Santuário é jovem, viveu 24 anos apenas. Faz alusão também ao brasão de armas do município de Bandeirantes-PR encimado por duas linhas na cor prata envelhecida que representa os dois rios que cortam o município: Rio Cinzas e Rio Laranjinha. E ao mesmo tempo a representação das águas nos levam a reflexão sobre a graça do Batismo que nos dá a vocação à santidade, um desejo de Santa Terezinha e de seus pais: serem santos! Sobre a cor verde estão quatro estrelas de um lado: os filhos de Luiz e Zélia que morreram ainda crianças: Marie-Odile Martin, Marie-Mélanie Thérèse Martin, Joseph Jean-Baptiste e Joseph Louis e quatro estrelas do outro: Marie, carmelita em Lisieux, rebatizada “irmã Maria do Sagrado Coração“; Pauline, tornou-se “Madre Agnes de Jesus” no Carmelo de Lisieux; Léonie, chamada “irmã Françoise-Thérèse”, tornou-se uma visitandina em Caen; Céline, carmelita em Lisieux, rebatizada “irmã Geneviève da Santa Face“.

Na cruz que divide o escudo contem três rosas: “do céu farei cair uma chuva de rosas”, enraizadas desde a base da cruz uma vez que, a família Martin é uma família que viveu enraizada no tronco da videira que é Jesus. E a proposta do Santuário é que todas as famílias vivam enraizadas em Cristo Jesus para produzir frutos em abundância. As raízes das rosas estão em sentido de subida em espiral remetendo à eternidade dada a todos que permanecerem unidos a Jesus (João 15,4 “Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós. Nenhum ramo pode produzir fruto por si mesmo, se não estiver ligado à videira. Vós igualmente não podeis dar fruto por vós mesmos, se não permanecerdes unidos a mim”). As três rosas de cima para baixo: a rosa vermelha é Santa Zélia Martin (+1877); a rosa amarela é São Luiz Martin (+1894) e a rosa cor de rosa é Santa Terezinha (+1987), estão em ordem de falecimento num sentido de interligados como se cada rosa tivesse puxando a outra para cima, uma vez que a vocação familiar é a santificação do homem e da mulher que santifica-se um ao outro e assim os filhos que seguem o mesmo caminho. As rosas são também a representação da Trindade, que formam a perfeita comunidade, a comunidade paroquial é formada pelas comunidades eclesiais missionárias.

O listel abaixo em argento (branco) entrelaçado com o escudo traz inscrito: Santuário Santa Terezinha – Bandeirantes – PR e as datas: 1939 ano da fundação da Paróquia e 2007 ano da elevação a Santuário. Sobreposto a esse listel há o escrito que resume o carisma das famílias que vivem e estão em comunhão com o Santuário: In corde Ecclesiae ero caritatem – No coração da Igreja serei o amor! E também nos leva ao mandamento do Senhor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” Jo 15, 12-17. Terezinha decidiu amar, fazer o próximo feliz, o amor é uma decisão. A proposta espiritual do Santuário está ai: Amar incondicionalmente. Todos os romeiros devem ser amados e praticarem esse amor principalmente entre sua família.

O brasão paroquial é a comunicação oficial da instituição sendo impresso em documentos diversos.

 

 

 

Evangelize compartilhando:
Fechar Menu